O Seminário “Capoeira: uma manifestação cultural afro-brasileira e sua inserção na cultura de Altaneira”, realizado na quadra da Escola 18 de Dezembro, celebrou a capoeira como expressão de identidade, resistência, ancestralidade e educação transformadora. A quadra da Escola 18 de Dezembro tornou-se, neste dia, muito mais que um espaço escolar: transformou-se em território de memória, corpo, ritmo, ancestralidade e aprendizagem. O Seminário “Capoeira: uma manifestação cultural afro-brasileira e sua inserção na cultura de Altaneira” reuniu estudantes, professores, mestres, pesquisadores e comunidade para celebrar uma das mais potentes expressões da cultura afro-brasileira: a capoeira. A atividade, realizada no dia 22 de setembro, das 9h às 11h30, marcou a apresentação do projeto Capoeira na Escola, reafirmando o papel da educação como caminho de valorização cultural, inclusão social e fortalecimento das identidades. Na roda, nos instrumentos, nos cantos, nos movimentos e nas falas, a capoeira se apresentou como linguagem viva, capaz de ensinar história, disciplina, respeito, coletividade e consciência social. A presença de mestres e professores, como Mestre Edwilson, Professor Evantuil, Professor Reginaldo e Professor Aldemir, fortaleceu o diálogo entre saber popular, conhecimento acadêmico e prática pedagógica. Cada participação ajudou a mostrar que a escola é também lugar de memória, de escuta e de reconhecimento das heranças africanas que formam o povo brasileiro e atravessam a história de Altaneira. As apresentações culturais evidenciaram a beleza da capoeira como arte, luta, dança, musicalidade e resistência. Os estudantes, vestidos de branco, em movimento coletivo, demonstraram que aprender também é sentir, participar, criar e pertencer. A presença dos instrumentos, dos cânticos e da roda fez ecoar uma pedagogia do corpo e da ancestralidade, onde cada gesto carrega história e cada passo afirma identidade. O painel “Raiz, Força, Identidade” sintetizou de forma simbólica a essência do evento: reconhecer as raízes, fortalecer a autoestima e afirmar a identidade cultural. Em um município como Altaneira, valorizar a capoeira dentro da escola significa abrir caminhos para uma educação antirracista, plural e comprometida com a transformação social. Como nos lembra Paulo Freire, “a educação é um ato de amor”. E, nesse encontro, o amor apareceu em forma de roda, de berimbau, de canto, de palma, de escuta e de aprendizagem. A capoeira ensinou que a escola transforma quando reconhece a cultura do povo, quando respeita os saberes da comunidade e quando compreende que ensinar é também preservar memórias e construir futuros. Mais do que um seminário, o evento foi um gesto de afirmação cultural. Foi uma aula aberta sobre pertencimento, ancestralidade e cidadania. A capoeira entrou na escola não apenas como apresentação, mas como força educativa, mostrando que a transformação social acontece quando o conhecimento dialoga com a vida, com a história e com a identidade de um povo. Como nos ensina Nego Bispo, “não existem coincidências, existem confluências”. E foi exatamente isso que este encontro revelou: a confluência entre escola, cultura, ancestralidade, juventude e comunidade, mostrando que a educação transforma quando reconhece as raízes do povo e faz da memória um caminho de futuro.
A educação de Altaneira vive mais um momento de orgulho. A Secretaria Municipal de Educação divulgou os estudantes classificados para a etapa municipal dos Prêmios PETECA e MPT na Escola 2026, iniciativas que estimulam crianças e adolescentes a refletirem, por meio da arte e da escrita, sobre cidadania, direitos humanos e o combate ao trabalho infantil. Os alunos foram selecionados nas categorias Poesia, Conto e Desenho, representando diferentes escolas da rede municipal de ensino. As produções destacam a criatividade, a consciência social e o protagonismo estudantil, resultado do trabalho conjunto entre estudantes, professores orientadores e unidades escolares. No Prêmio MPT na Escola – Grupo I (4º ao 5º ano), foram classificados: Poesia: Graziely da Costa Félix, da EMETI Joaquim Soares da Silva, sob orientação do professor José Ivanildo Alves; Conto: Pedro Miguel Ferreira Alexandre, da EMETI Joaquim Soares da Silva, orientado pela professora Cristiane Rodrigues Ribeiro; Desenho: Manuela Barbosa Moreira, da EMEIFTI Joaquim de Morais, orientada pela professora Ângela Maria Rodrigues Araújo. Já no Prêmio MPT na Escola – Grupo II (8º ao 9º ano), os classificados são: Poesia: Heitor Dias Alcântara Martins, da EMEFTI 18 de Dezembro, orientado pela professora Luzanluiza Lourenço Pereira; Conto: Hellen Nogueira dos Santos, da EMEFTI 18 de Dezembro, também orientada pela professora Luzanluiza Lourenço Pereira; Desenho: Luiz Antônio Gonçalves Martins, da EMEFTI 18 de Dezembro, orientado pelo professor Aldemir Ribeiro de Souza. Pela Rede PETECA – Grupo III (7º ano), foram classificados: Poesia: Jhonny Khelvy Dantas da Silva, da EMEFTI 18 de Dezembro, orientado pela professora Manoela Pereira Firmino; Conto: Loara Marques Morato, da EMEIFTI Joaquim de Morais, orientada pela professora Maria Rubia de Sousa Silva; Desenho: Wallace Gabriel de Souza, da EMEFTI 18 de Dezembro, orientado pelo professor Aldemir Ribeiro de Souza. Neste ano, participam da etapa municipal as escolas Joaquim de Morais, Joaquim Soares da Silva e 18 de Dezembro, fortalecendo o compromisso da rede municipal com uma educação voltada para a formação cidadã e para a promoção dos direitos de crianças e adolescentes. A Secretaria Municipal de Educação parabeniza todos os estudantes classificados, bem como seus professores orientadores e as equipes gestoras das escolas participantes. Mais do que uma competição, os Prêmios PETECA e MPT na Escola representam uma oportunidade de desenvolver o pensamento crítico, a sensibilidade artística e o compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, consciente e livre da exploração do trabalho infantil. Os trabalhos classificados seguem agora para a etapa municipal, levando o talento e a dedicação dos estudantes altaneirenses como representantes da qualidade da educação desenvolvida no município.